Vamos falar de química ? Aguardo seus comentários!! Os meus estarão nesta cor. Os pontos de interrogação no meio do texto, querem dizer: “Como assim ?” ou “o quê”?
Você sabe o que é o tão falado THC ?
“O principal constituinte ativo da marijuana tem sido investigado desde 1899, mas a primeira isolação da forma pura do d-9-tetrahidrocannabinol somente ocorreu em 1964. O THC é apenas um dos vários cannabinóides – compostos terpenóides (com estrutura similar aos terpenos, como o limoneno) que ocorrem nos óleos essenciais de várias plantas, tal como na cannabis.
Nas plantas, as funções destas substâncias estão relacionadas à produção de vitaminas, esteróides e pigmentos. Também funcionam como mecanimos de defesa contra os predadores, por interferirem no sistema biológico dos animais que comem
suas folhas. Os cannabinóides são essencialmente moléculas apolares, com baixa solubilidade em água – por isso são geralmente administrados através de cigarros.”
Tá acompanhando ?! Essa introdução foi só para mostrar que vamos falar de ciência mesmo, mas a linguagem agora fica mais leve.
“Embora seja o mais popular e o mais ativo, o THC não é o único cannabinóide da marijuana com atividade fisiológica nos humanos. Muitos outros também tem atividades, sendo muitas vezes antagonistas do THC. Estudos mostram que os efeitos provocados pela administração do THC puro são muito diversos daqueles sentidos no uso da marijuana.
Cabeça mais leve, taquicardia, secura da boca e da garganta, vermelhidão dos olhos… os efeitos da maconha são clássicos e conhecidos. A mãe logo descobre que o filho andou fumando maconha apenas observando alguns destes sintomas – associados à súbita mudança de comportamento e de amigos (?) além do odor (maresia) característicos… Os efeitos da marijuana variam muito, dependendo da qualidade da erva, da quantidade consumida, da forma de consumo e da experiência do usuário. Os efeitos psicológicos tendem a predominar sobre os fisiológicos. Resumidamente, pode-se dizer que a maconha provoca uma leve euforia, distorções espaço-temporais, alteração do humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos oculares, secura da boca e tontura.”
Mais ou menos ok até aqui… mas agora é que vem:
“Entretanto, doses mais elevadas (de quanto?) podem vir a provocar uma intoxicação aguda (raro com baseados, comum (?) com hashish). Neste caso, o usuário tem fortes alucinações audio-visuais, ansiedade, depressão, reações paranóicas e outras psicoses (?), além de incoordenação motora e desconforto físico. Estudos têm mostrado que, mesmo em usuários crônicos, a retirada súbita da droga não causa nenhum sintoma agudo, isto é, não se observa nenhuma dependência física da droga. Entretanto, o uso contínuo da marijuana pode dirigir o usuário a uma habituação psicológica, caracterizando o vício.”
E como não poderia deixar de ser, a parte boa do negócio:
“Dentre as várias manifestações psicológicas da cannabis, algumas são particularmente comuns: a euforia e a hilariedade. Logo nas primeiras tragadas do baseado, o usuário se sente eufórico e mais susceptível a longas gargalhadas.”
Aqui eu corto o texto porque segue falando de outros sintomas e cai em ponto polêmico, vamos lá:
“Sob o ponto de vista científico, o álcool é extremamente mais prejudicial e tóxico do que a marijuana. Existem muito mais mortes associadas ao consumo de álcool do que ao de marijuana ( ? que eu saiba ninguém nunca morreu por causa da cannabis). Os efeitos fisiológicos debilitadores são muito mais intensos com o álcool do que com a marijuana. As chances de intoxicação aguda são maiores com o álcool, mas isto, entretanto, não serve como uma desculpa para a liberação do consumo da marijuana: deve ser visto como um estímulo à proibição, também, do álcool, sob as mesmas premissas ( cortei porque isso é uma opinião de quem escreveu, não é científico ) . Sob o ponto de vista dos que defendem a legalização da cannabis, a droga é um fraco alucinógeno, sem comparação aos narcóticos opióides ou à cocaína. Para estes grupos, a droga é uma válvula de escape para o stress da população, uma forma de se atingir um bem-estar e não está associada, de nenhuma forma, à violência: seria a proibição e marginalização da droga a responsável pelas mortes relacionadas ao tráfico.”
E eu realmente espero que vocês se manifestem nos comentários…
“A marijuana se tornou uma droga ilegal – a nível internacional – em 1925, durante a International Opium Convention. Em 1960, a maior parte dos países ocidentais já havia estabelecido leis nacionais que proibiam o uso e o consumo da marijuana, punindo os infratores com fortes penas. Um dos primeiros países a se tornar tolerante à marijuana foi Netherland: em 1996 a legislatura de Netherland tornou legal o consumo e o plantio (desde que para consumo próprio) da marijuana. O resultado foi uma avalanche de turistas que, anualmente, lotam as praças e pubs deAmsterdã, onde experimentam a liberdade absoluta para consumir diversas qualidades de cannabis. Embora Netherland tenha experimentado a liberação de outras drogas, foi somente a marijuana que apresentou resultados toleráveis: hoje, o uso de heroína, cocaína e outros narcóticos é proibido neste país.
Em Seattle (Washington/US), anualmente ocorre a tradicional Hempfest – onde o consumo e apologia às drogas é totalmente liberado.
Mais recentemente, outros países da comunidade européia passaram a rever suas legislações relacionadas à cannabis. Suiça e Portugal (assim como a Argentina) já aprovaram a liberação do consumo de marijuana, enquanto que a venda continua proibida. Continuamente, grupos debatem também a liberação em outros países, como Bélgica e UK. Vários estados do USA (Alaska, Arizona, California, Colorado, Nevada, Oregon e Washington) aprovaram leis liberando o uso medicinal da marijuana (sobre o uso medicinal, veja aqui no blog a página: MATÉRIAS RELACIONADAS), contrariando a legislação nacional.
Pode-se dizer que, em alguns anos, a legislação internacional com respeito à cannabis esteja diferente. Talvez a forte pressão de grupos (aqui no Brasil temos vários, veja no blogroll) organizados consigam a liberação, ao menos, parcial do consumo de marijuana. Entretanto, vale lembrar: no International Opium Convention,am 1925, estavam na pauta para a proibição internacional duas outras drogas muito conhecidas: o álcool e a nicotina. Devido ao enorme poder das indústrias tabagistas e de bebidas alcóolicas, estas duas drogas não foram banidas. A classificação de lícita e ilícita, portanto, é meramente baseada em argumentos econômico-políticos.”
Sobre a proibição você pode ler aqui no site, basta clicar: Por que a cannabis foi proibida mesmo ?
O texto ilustrado e completo você encontra no site da revista eletrônica do departamento de química da Universidade de Santa Catarina
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